Empresas e profissionais liberais enfrentam o mesmo problema de quem quer reformar a casa: crédito empresarial caro. Empréstimo PJ e capital de giro costumam cobrar juros bem acima da taxa de administração de um consórcio de serviços — e usar o consórcio preserva o capital de giro para a operação do negócio.
O que é coberto pelo consórcio de reforma comercial
A carta de serviços pode ser usada para: reforma de loja ou ponto comercial, modernização de escritório, reforma de consultório ou clínica, adequação de restaurante ou espaço gastronômico, troca de fachada e identidade visual, reforma de imóvel destinado à locação (inclusive para aluguel por temporada).
Por que usar consórcio em vez de crédito empresarial
Empréstimo para capital de giro e linhas de crédito PJ costumam cobrar juros mensais que, somados ao longo do contrato, superam de longe a taxa de administração total de um consórcio de serviços (entre 12% e 18% do valor da carta, sem juros compostos). A diferença é ainda maior quando se considera que o consórcio não compromete o capital de giro usado no dia a dia da empresa.
Valores e prazos disponíveis
As cartas de serviços vão de R$ 15 mil a R$ 200 mil, com prazos de 36 a 100 meses. Exemplos ilustrativos: reforma de loja pequena — carta de R$ 30 mil, 60 meses, taxa 15% total, parcela em torno de R$ 575/mês. Reforma de escritório ou consultório — carta de R$ 60 mil, 80 meses, taxa 16%, parcela em torno de R$ 870/mês. Reforma completa de restaurante ou ponto maior — carta de R$ 120 mil, 100 meses, taxa 17%, parcela em torno de R$ 1.404/mês.
Como funciona o pagamento ao prestador
O mecanismo é o mesmo do consórcio de serviços para pessoa física: após a contemplação e aprovação do orçamento pela administradora, o pagamento vai direto ao prestador de serviço mediante nota fiscal ou contrato — a empresa não recebe o valor em conta.
Como o pagamento ao prestador costuma ser à vista assim que a carta é liberada, vale negociar desconto com fornecedores e prestadores — pagamento à vista geralmente garante melhores condições do que parcelado.
Posso reformar um imóvel alugado da empresa?
Sim, na maioria das administradoras, desde que haja autorização por escrito do proprietário do imóvel. É comum lojistas e escritórios que operam em imóveis alugados usarem o consórcio para reformas e melhorias no ponto comercial.
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Perguntas frequentes
Posso usar o consórcio para reformar um imóvel alugado da empresa?
Sim, na maioria das administradoras, desde que você apresente autorização por escrito do proprietário do imóvel para realizar a reforma.
A reforma comercial financiada pelo consórcio pode ser lançada como despesa da empresa?
O tratamento contábil e fiscal depende do regime tributário e da natureza da reforma — consulte o contador da empresa para enquadrar corretamente o gasto.
Dá para usar a mesma carta em mais de uma unidade ou filial?
Depende da administradora e do valor da carta. Algumas permitem fracionar o uso entre prestadores diferentes dentro do limite contratado; outras exigem que o valor total seja aplicado em um único orçamento. Verifique as regras do seu grupo.
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